Depois disso a computação foi se espalhando. Os centros passaram a ser distribuídos e cada pessoa ter seu computador não era mais um sonho, a belle epoc dos PCs (Personal computers) veio para abraçar a individualidade lançada pelos wlakmans da Sony. Os CPDs passaram a desaparecer, ou melhor, se readaptar. Os mainframes diminuíram de tamanho e também de preço, assim, mais pessoas e empresas podiam comprar seu computador e fazer uso dele na hora que lhes era conveniente. Esse espalhamento foi tamanho durante as décadas que vaporizou o que conhecemos de computação, dando origem a um novo conceito.
Agora, em todo portal de notícias que entro, e até em alguns programas da tarde, só se fala de uma coisa: computação
Computação em nuvem nada mais é do que eliminar a necessidade de meios físicos de armazenamento da parte do usuário, transferindo seus dados para uma nuvem, que nada mais é do que servidores espalhados pelo mundo armazenando e gerenciando dados de usuários. Tudo pode acessar esses dados, seu celular, seu notebook, seu netbook, sua TV, seu palm, e quem sabe em poucos anos até seu relógio. A computação não só ficou parecida com um vapor, como também trouxe a pluralidade de acesso não mais delegando apenas aos computadores a tarefa de acessar dados.
A nuvem, muito mais do que simples computadores.
Assim, ao invés desse texto ser digitado no meu editor de textos (BrOffice) e guardado no meu HD, ele simplesmente seria editado no Google Docs e salvo na nuvem. Onde ele estará amanhã? Com certeza eu não sei o local exato, mas se amanhã eu precisar dele basta acessar um navegador e encontrarei meu texto como o havia deixado. Eu posso futuramente editar esse texto no meu PC aqui em casa ou no meu celular durante uma viagem.
Com a computação em nuvem eu não preciso de um editor de textos instalado no meu computador e nem mesmo precisaria de um HD (o que ainda não é bem verdade porque eu preciso de um sistema operacional para instalar meu navegador), eu nem mesmo preciso de um computador para essa tarefa. Apenas preciso de um meio para acessar a nuvem.
As armas da Google para a nuvem.
Mas calma, as pessoas quando falam em computação em nuvem mais parecem as fãs histéricas dos Beatles. Computação em nuvem é muito legal, mas pode virar uma grande dor de cabeça.
Quem acessa a receita secreta da família?
Susam tem uma receita de tortas de abóbora que sua tatatataravó criou. Ela como uma mulher moderna guarda a sua receita secreta na nuvem. Qual a garantia dessa receita nunca ser acessada por outra pessoa?
Bem, existem contratos que garantem o sigilo dos dados. Porém, onde esses dados são armazenados? No seu PC você pode manter todo um protocolo de segurança para que seu micro nunca seja alvo de algum gourmet bisbilhoteiro. Mas na nuvem esses cuidados são tomados por outras pessoas, e como sabemos o olho do dono é que engorda a boiada.
Alguém pode dar uma espiadinha na receita da tatata?
Se você prestar atenção, algumas vezes os anúncios que aparecem enquanto você está lendo seu e-mail tem muito a ver com o que você lê. Isso é uma maneira inteligente de propaganda para os links patrocinados. Querendo ou não alguém está dando uma espiadinha no que você está lendo. Mesmo que seja uma máquina a fazer isso, quais os futuros passos para essa falta de privacidade?
Meu Deus, onde estão as receitas da tatata?
Muitos usuários já notificaram a perda de documentos e até mesmo a perda de contas desses serviços. No começo a culpa sempre era colocada nos usuários, que eram acusados de mal uso ou ignorância. Acontece que esses casos foram tantos que realmente se notou que algo havia de errado, e as empresas admitiram “pequenas falhas” no armazenamento e gerenciamento das informações.
Não consigo ver a receita, e a abóbora tá queimando.
Algumas vezes os serviços ficam indisponíveis, isso acontece com o grande fluxo de pessoas que os usam e a grande quantidade de informação que circula por eles. Você pode tentar acessar um documento muito importante e não conseguir.
Esses são alguns pontos ruins do estágio atual da nuvem. O que não indica que eles continuarão assim, melhorias no sistemas e investimentos em hardware e software tem sido feitos para garantir a confiabilidade dos sistemas. Nos próximos anos os problemas relacionados a perda de informações e indisponibilidade das mesmas devem desaparecer.
Em contra ponto, os problemas com a privacidade dos dados ainda não tem previsão para acabar. E pior, tendem a ficaram ainda mais graves por vários motivos. Governos podem exigir vistoriar dados que eles achem perigosos ou que sejam de interesse nacional. Outro motivo seria o de gerar receitas para as empresas que disponibilizam esses serviços, elas podem por exemplo ler os documentos procurando produtos mais citados. Também, espiões podem tentar acessar dados sigilosos ou que tragam algum tipo de lucro.
A nuvem já está aqui, bem em cima de nossas cabeças. A tendência é ela crescer a cada dia. Nesse ponto fico em dúvida com o seu futuro devido a analogia, será que um dia a nuvem vai crescer tanto que choverá? Sinceramente vejo aqui uma analogia ruim. Como tudo na computação provavelmente a nuvem crescerá até o ponto onde outra tecnologia surgirá, e a nuvem integrará novas tecnologia, servindo de pano de fundo para elas.
Acho que está próximo o dia em que sairei do meu trabalho e ouvirei no meu carro a minha seleção da last.fm, ou assistirei aos melhores vídeos do Youtube enquanto ando de metrô. Chegando em casa percebo que não tem suco e peço pelo visor da minha geladeira. Isso sem ter nenhum dado guardado ou um PC do lado.


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