terça-feira, 21 de julho de 2009

Twitter e o Fora Sarney.

Como eu disse anteriormente ainda não achei uma função realmente útil para o Twitter, tanto que faço parte dos 60% que abandonam a rede depois de 3 semanas de uso. Escrevi três vezes com 140 caracteres, e nada mais.

Semana passada alguns dos maiores twiteros do Brasil resolveram lançar uma campanha intitulada FORA SARNEY, movimento que surgiu após as diversas denúncias sobre favorecimento de parentes e conhecidos do senador maranhense. Todos eles mamando nas tetas do governo, e roubando o meu (e seu) dinheiro de impostos muito bem pagos.

Para quem não sabe, José Sarney é uma figura que se arrasta a décadas no cenário político nacional. Glauber Rocha retratou parte dessa história em Maranhão 66, onde o atual senador assumia o governo do Maranhão. Sarney é um dos últimos representantes da old school tática do voto do cabresto no nordeste brasileiro, junto com Antonio Carlos Magalhães foi responsável por boa parte da corrupção do governo brasileiro desde a época da ditadura. Sua subida à presidência do país em 1989 foi envolta em muitos segredos e acordos mágicos, acordos esses que envolveram medalhões da política atual, e claro, ACM. Assim, temos uma história com quase quarenta anos de corrupção em que nada foi efetivamente feito. E aliás, esquecido na burocracia da memória brasileira. Tão acostumada a esquecer quem rouba, desde que seja rico. Falando nisso, você sabe quem é José Roberto Arruda? Lembra do escândalo do painel eletrônico do senado? Pois é, esse cara hoje é governador do Distrito Federal.

Agora, personagens interessantes do Twitter resolvem se manifestar contra Sarney. Entre eles, o conhecedor da política Júnior Lima (ex- Sandy e Júnior e atual 29000 anjos), rapaz conhecedor de política e formador de opinião. Também temos o fanfarão Vesgo do Pânico, Bruno Galiazzo – o galã, Fernanda Paes Leme – a gostosa, entre outros intelectuais. Fora Sarney? O problema não é tirar o senador do seu posto (algo que deveria ter sido feito em 1989), e sim educar a população para que outros como ele não sejam mais eleitos. É fácil usar uma frase batida para resolver o sintoma, complicado é ter ideias interessantes para curar a doença.

Como a adesão à campanha não foi como esperado o grupo tentou conseguir o apoio do maior twitero do mundo, Ashlon Kutsher. Porém, num lampejo de inteligência o ator e marido de Demi
Moore respondeu algo como: Não tenho informações suficientes para aderir a essa campanha, mas acho que a população do Brasil é que deve tomar providências sobre isso. Não tenho voto no seu país. Quem pode tirar ou colocar alguém no poder são vocês.

Bom, se ele teve bom senso, quem sabe os artistas aqui também criem algum. E antes de aceitarem fazer shows e aparições patrocinadas por políticos (leiasse trouxas como eu e você, porque o dinheiro do cachê é nosso) pensem um pouco no contexto do mundo além da terra mágica do Twitter.

@enfesado.

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